Cláudia Álvares – Rotas em colisão? Reconstruindo gestos de combate político num mundo globalizado

  • Quinta-feira, dia 18 de junho às 18h
  • Auditório do Museu Colecção Berardo
  • Entrada Livre

Conferencista

Cláudia Álvares

Nota Biográfica

Cláudia Álvares foi eleita president da European Communication Research and Education Association (ECREA) em Outubro de 2012.

No âmbito da iniciativa da Fundação Europeia para a Ciência (ESF) intitulada ‘Forward Look in Media Studies’, concentrou-se no tema da participação política, o que conduziu ao artigo da Revista Javnost denominado ‘Political Participation in an Age of Mediatization: Toward a New Research Agenda’ (em co-autoria, 2013).

Entre as suas publicações, encontram-se os seguintes livros: Media in Europe: New Questions for Research and Policy (co-autoria, 2014), Gendered Transformations: Theory and Practices on Gender and Media (organização conjunta, 2010), Teorias e Práticas dos Media: Situando o Local no Global (organização conjunta, 2010), Representing Culture: Essays on Identity, Visuality and Technology (organização individual, 2008), Humanism after Colonialism (autoria individual, 2006).

Investigadora principal, em anos recentes, de três projectos de investigação financiados pela Fundação Portuguesa para a Ciência e Tecnologia, tem regularmente integrado os painéis quer da Agência Portuguesa para a Avaliação do Ensino Superior (A3Es), desde 2013, quer os do European Research Council (ERC) Starting Grant Calls in the Social Sciences and the Humanities, desde 2014.

Cláudia Álvares doutorou-se pela Goldsmith’s College, University of London, sendo correntemente Professora Associada da Universidade Lusófona (Lisboa, Portugal).

Resumo

Procura-se aqui reflectir sobre o tropo visual do ‘punho cerrado’, recorrente num imaginário de combate político de esquerda na modernidade ocidental, interpretando-o de uma forma não-linear e fragmentada, tal como Walter Benjamin ou Aby Warburg recomendariam.

Ao declarar que o ‘historicismo’ se contenta ‘em estabelecer um laço causal entre os diversos momentos da história’ (1940: 169), Benjamin propõe uma concepção de temporalidade não linear que privilegia o instante e o fragmento.

O ‘instante’, tomando a forma de uma única imagem, faz implodir o ‘tempo homogéneo e vazio’, perfurando as múltiplas camadas da história de modo a revelar a temporalidade messiânica (1940: 169), que no fundo não é mais do que uma não temporalidade, uma presença eterna exterior à lógica racional do tempo.

Warburg, por sua vez, ambicionava distanciar-se da história de arte enquanto narrativa de progresso estético, centrando-se antes na dimensão antropológica do ‘sintoma’, ou movimento, dos objectos (Didi-Huberman 2007:15), tendo como objectivo o de traçar, no seu último projecto, Mnemosyne (1923), correspondências gestuais entre ‘reproduções de obras de arte, manuscritos, fotografia recortadas de jornais ou tiradas por si próprio’ (Agamben, 2009: 28).

Procurar-se-á então traçar o movimento de objectos em que aparece o punho cerrado através de diversos contextos temporais e espaciais sociais e geográficos, invocando a tradição cultural da iconologia, semiótica e estudos de género.

O objectivo último será o de abalar a familiaridade e memória colectiva particular associadas ao tropo do ‘punho cerrado’, desconstruindo a sua identidade reconhecível ao enfatizar a especificidade dos topoi, lugares-comuns discursivos, que condicionam a sua leitura.

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