Arte Pública nas Relações Culturais Luso-Brasileiras

O objectivo deste projecto é pensar o lugar da arte pública no aparato da cultura destes dois países, problematizando e caracterizando o seu posicionamento face aos contactos culturais desenvolvidos.

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O objectivo deste projecto é pensar o lugar da arte pública no aparato da cultura destes dois países, problematizando e caracterizando o seu posicionamento face aos contactos culturais desenvolvidos. Procura-se entender qual é, em cada momento, a permeabilidade da arte pública para com os aparatos culturais que pretendem forjar a imagem de cada país e se os contactos culturais, por via da arte pública, são decorrentes ou incorporadores das várias concepções de modernidade, ou se apenas se ligam às conveniências do poder. Neste projecto, é adoptada uma acepção ampla do termo arte pública (Finkelpearl 2000; Remesar 1999) e a investigação seguirá uma metodologia comparativa, centrada na arte pública decorrente dos contactos entre ambos os países, que se sistematizará segundo as categorias de influências, reciprocidades e resistência.

Durante o Estado Novo Português a arte pública foi usada como forma de pontuar diversos espaços públicos do continente, das então colónias africanas ou dos países com ligação à história de Portugal, como o Brasil. Em especial, eram os monumentos, inscritos em eventos comemorativos, que ilustravam um determinado passado histórico e cultural nacional. Num período de contextos político-ideológicos semelhantes (Costa 2010), Portugal e Brasil trocaram entre si alguns elementos de arte pública, renovando e intensificando as suas relações culturais.

Um acordo cultural luso-brasileiro, assinado por António Ferro e Lorival Fontes em 1941, no decorrer dos Estados Novos português e brasileiro, previa numa das suas alíneas o intercâmbio de escultores, arquitectos e pintores dos dois países, bem como a troca e oferta de obras artísticas. Embora haja estudos realizados sobre os relacionamentos culturais entre Portugal e Brasil estabelecidos pela produção literária e pela imprensa de propaganda, não se sabe até que ponto estas iniciativas, e outras que se seguiram, terão impactado nas intervenções artísticas dirigidas ao espaço público. Em termos de arte pública, há mais contactos do que os que são vulgarmente conhecidos: durante a década de 1940, por exemplo, alguns bustos ofertados pelo Brasil foram instalados nos espaços públicos de Lisboa.

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